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Mundo Lendário

Forma de magia

Necromancia

A forma que interroga os mortos. Proibida em todo o território imperial desde a Lei do Degredo.

Necromancia não ressuscita. Ela pergunta. O que responde é a parte do morto que ainda guarda memória do corpo, e essa parte mente com frequência, por engano ou por vontade.

Natureza

Princípio de funcionamento

O praticante empresta ao morto uma fração da própria memória, que serve de superfície para a resposta se formar. O que volta não é o morto: é o que o morto deixou impresso, lido através de quem perguntou.

O que permite fazer
  • Interrogatório Obter do morto informação que ele conhecia em vida, sujeita a erro e a recusa.
  • Identificação Reconhecer restos sem nome, o que salvou mais famílias do que qualquer registro imperial.
O que não permite
  • Não devolve a vida Nenhum caso verificado, apesar de três séculos de acusação em contrário.
  • Não alcança o esquecido Morto sem nome e sem quem o chame não responde.

Preço

Marcas no praticante
Frio persistente nas mãos e lapsos de memória recente.
Custo de uso

A memória emprestada nem sempre retorna. Necromantes de longa prática esquecem primeiro os nomes, depois os rostos, por fim o próprio ofício.

Prática

Como se aprende

Clandestino desde a proibição. Transmite-se dentro de linhagens degredadas, sem registro escrito, o que torna quase impossível distinguir prática legítima de charlatanismo.

Leis e restrições
  • Prática, ensino ou posse de registro necromântico Degredo perpétuo e confisco

História

Maiores tragédias
  • Os processos do ano 204 Ano 204 da Coalizão Uma leva de condenações apoiadas em depoimento de morto, revistas tarde demais.
Maiores benfeitorias
  • Os nomes devolvidos Ano 12 das Invasões Orcades Identificação de milhares de corpos depois do cerco, antes de a forma ser proibida.